quinta-feira, 30 de julho de 2009

Poeta Leandro Roque de Oliveira

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Os moleques frio no asfalto quente, igual eu.
Tossindo e comentando sobre os amigos da gente que morreu.
(Foi!)
Virou passado, por não tá mais presente.

Igual os valor esquecido por não ter cifrão na frente.

Mó friaca, tio. Deixa eu botar meu moletom.

Vendo os gambé zoando os que é menino bom.

Ponho o boné e sigo na fé, nego nem óia.

Atravesso a rua pois se passa perto móia.

Trago no olhar a luz do poste fria, sem esperança.

Me guia, teus holofote é que cria minha temperança.

Minhas lembrança é trote, eu via.
Que a nossa herança
é um cobertor na calçada que ia envolvendo as criança.

É embaçado, eu vou levar como carma.
Meus vizinhos saber menos nome de livro que de arma.

E a máquina que faz Bin Laden, trabalha a todo vapor.

Solta na Babilônia, ensina a chamar rato de senhor.

Nós tá na fila do emprego, mantimento, visita.
Vive pra ser feliz e morre triste, ó que fita.

As pessoas se esbarra, se olha, se cala.

Não pede ou cobra desculpa, porque ninguém mais se fala (memo).

Joga lixo no chão, como se fosse um lugar à esmo.

Aí da enchente, os mesmos reclamam do governo.
Que não governa nada, tá nem pro mal nem pro bem.

Ia governar como, se aqui ninguém ouve ninguém.

Minha cidade trampa 24 horas por dia.

Os que não morrer de tédio, morre de asfixia.

A CIA monitora isso que cê faz agora.

Mas não interfere, só fere, o pai da criança que chora.
Nosso sofrimento dá prêmio pra quem se esconde em bairro nobre.
Tô cheio disso, igual as cadeias cheias de pobre.

Cidadania onde? Nós cuspiu na lei de Gandhi.

É quente memo, cidadão é uma cidade grande.

A rua é nóiz!


www.myspace.com/emicida

sábado, 25 de julho de 2009

Poeta Alex Pereira Barbosa

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Aqui neste mesmo lugar

Parece que nada mudou
Quando o teto do castelo do malandro desabou
Parece que nada mudou
Quando o rosto enfurecido foi ferido e chorou
Parece que nada mudou
Quando o fogo que aquecia uma alma se apagou
Mudou
Quando a guerra no Iraque começou
Mudou
Vejo ao meu redor o que sobrou
Parece que nada mudou
A vitoria de um time que ninguém comemorou
Parece que nada mudou
Quando o bonde q formava a panela se rachou
Parece que nada mudou
Quando o barco q levava a luxuria naufragou
Parece que nada mudou
Quando o bicho viu o brilho da espada e se curvou
Parece que nada mudou
Quando o cara que me defendia me abandonou
Parece que nada mudou
Quando o grupo que ninguém deu ouvido se armou
Parece que nada mudou

Aqui só aqui
Parece que nada mudou
Quando o esperto cresceu o olho e só se atrasou
Parece que nada mudou
Quando a voz q representava o gueto se calou
Parece que nada mudou
Quando o fruto da minha comunidade me atacou
Foi... Qualquer coisa não vi mais
Parece que nada mudou
Na hora da verdade o valente acovardou
Mudou
Quando o chefe da quadrilha amarelou
Mudou
O verme encubado se entregou
Mudou
O samba do rockeiro atravessou
Mudou
Minha condição melhorou


Ouça:

www.myspace.com/mvbill

Poeta Pedro Paulo Soares Pereira

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O que é, o que é?? Clara e salgada, cabe em um olho e pesa uma tonelada...tem sabor de mar, pode ser discreta, inquilina da dor, morada predileta....na calada ela vem, refém da vingança, irmã do desespero, rival da esperança... pode ser causada por vermes e mundanas...e o espinho da flor, cruel que você ama amante do drama, vem pra minha cama, por querer, sem me perguntar me fez sofrer...e eu que me julguei forte...e eu que me senti...serei um fraco, quando outras delas vir..se o barato é louco e o processo é lento...no momento...deixa eu caminhar contra o vento...o que adianta eu ser durão e o coração ser vulnerável...o vento não, ele é suave, mas é frio e implacável....(é quente) borrou a letra triste do poeta (só) .....correu no rosto pardo do profeta...verme sai da reta...a lágrima de um homem vai cair...esse é o seu B.O. pa eternidade...diz que homem não chora...ta bom, falou...não vai pra grupo irmão ai .... JESUS CHOROU ! ! !